domingo, 15 de maio de 2011

Graciosa, Porto de Cima, Morretes - Paixão Antiga

FESTAS DE GARAGEM


No final dos anos 70 éramos adolescentes e vivíamos o movimento musical " discoteque", marcado pelo emblemático filme com John Travolta " Os Embalos de Sábado à Noite ". Que coisa fantástica tivemos a alegria de vivenciar. Embalados pelo ritmo "disco", luzes estroboscópicas, cuba livre e muita imaginação, reunímos algumas vezes a turma nas inusitadas " Festas de Garagem". Na época era muito caro ir nos dancing's, e nós "pobres" adolescentes queríamos viver aquilo tudo, estávamos inseridos naquela revolução musical e o jeito era organizar as próprias " baladas ". Quantas lembranças boas e quantas emoções vividas.


As fotos acima são de uma destas festas, realizada em 1979 na garagem da minha casa. É o único registro desta época. A todos que se identificaram ou que simplesmente participaram, fica aqui postado para matar saudades daqueles bons tempos!










sábado, 16 de abril de 2011

STUDIO61 Web Radio


STUDIO 61 - Aqui voce vai ouvir as músicas que tocam fundo no coração.
RÁDIO com certeza uma das minhas grandes paixões.

sexta-feira, 18 de março de 2011

FAMILIA JOAY - História


Um pouco de história da família Joay

Há muitos anos atrás, meu tio Pedro Juai ( caminhoneiro conhecido pelo apelido Pinga Fogo), me disse que meu bisavô era Suiço francês, que chamava-se " Nicolas Joye " e que ao chegar no Brasil no porto de São Francisco do Sul, seu nome e sobrenomes foram " abrasileirados". Durante anos fiquei pensando sobre isso e como descobrir se seria realmente verdadeira essa versão da história. Pois bem, a pouco tempo atrás dentro dessa minha busca pelas origens, cheguei via internet às listas de passageiros dos navios que aportaram em São Francisco do Sul trazendo os imigrantes alemães e suiços.
Eis o documento resumido de onde destaquei somente o nome de meu bisavô:

Lista 77
http://www.arquivohistoricojoinville.com.br/ListaImigrantes/lista/tudo.htm
Vapor HUMAYTÁ, via Desterro, vindo do Paraguai:
Chegou em São Francisco: 03/04/1885
Capitão: não consta
Obs.: O AHJ não tem lista L (do navio). Faltam dados como cidade de origem, religião,
data de saída, capitão, etc. (N.T.)
JOYE, Nicolas: 51 anos, lavrador, Freiberg, Suíça, c/ mulher Louise (32), filhos Jean (12), Pauline (11), Josef (8), Anna (4), nasc. na Argentina, Leopold (2), nasc. no Paraguai. (J)

O nome de meu Avô era Luis Juay, filho de Nicolau Juay e Luiza Juay. Ele nasceu em Joinville em 1892. Sei também que ele tinha um irmão de nome José.
Juntando toda a história, os nomes e dados, temos que Nicolas Joye é o início da família Juay no Brasil.
Temos que levar em conta que mesmo nos anos 20, 30 e 40 percebe-se uma variação enorme nos registros de nascimento, alterando a grafia dos sobrenomes da família – Juay / Joay / Juai / Juais e por ai vai, são variações conhecidas nos dias de hoje. Imagina na época das grandes imigrações, final do século XIX quantos erros foram ocorrendo, pois a escrita era com “pena”, manual e a interpretação da letra do escriba poderia gerar dúvidas.
De qualquer maneira, este é o único elo e pode representar o início de uma boa pesquisa.
Sobre a cidade de origem:
Friburgo (em francês: Fribourg; em alemão: Freiburg) é uma comuna suíça do cantãode Friburgo às margens do rio Saarne ou Sarine. Em alemão, ela carrega também o nome de Freiburg im Uechtland para distingui-la dos outros Friburgos (notadamente a cidade alemã de Fribourg-en-Brisgau). O nome completo em françês Fribourg en Nuithonie é pouco conhecido.
Com cerca de 36 544 habitantes, estende-se por uma área de 9,32 km², de densidade populacional de 3 921 hab/km². Confina com as seguintes comunas: Düdingen,Givisiez, Granges-Paccot, Marly, Pierrafortscha, Sankt Ursen, Tafers, Villars-sur-Glâne.
As línguas oficiais nesta comuna são o alemão e francês.
A vila está colocada sob patronagem de São Nicolas de Myre e de Santa Catarina de Alexandria. Friburgo faz parte do perimétro da aglomeração Fribourg/Freiburg.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


Reportagem da Revista Veja 22/11/2010




Encontro de gerações à espera do show de Paul McCartney

Gente de todos os cantos do país aguarda a abertura dos portões no Morumbi

Encontro de gerações – A maioria absoluta perfilada para garantir um lugar na fila do gargarejo é de jovens. No início da tarde, adolescentes a partir dos 15 anos e gente até os trinta e poucos eram maioria no Morumbi. Beatlemaníaco ‘das antigas’, Nelson Joay realiza dois sonhos ao mesmo tempo na noite deste domingo: o primeiro, claro, ver Paul McCartney de perto; o segundo, ‘apresentar’ pessoalmente o ídolo aos filhos, devidamente doutrinados nas várias fases da música, dos anos 60 até os trabalhos mais recentes de ‘Macca’.

“Tenho orgulho de ter mostrado os Beatles para meus filhos. Fiz força para vir e poder participar com eles deste momento histórico”, explicava, enquanto improvisava um biombo para proteger os dois filhos adolescentes e a namorada do rapaz, à espera da abertura dos portões do Morumbi. A família veio de Curitiba especialmente para o show.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Gravador de Rolo AKAI 4000 - Sonho de Juventude

Desde a primeira vez que entrei nos estúdios da TV Iguaçu e Rádio Iguaçu em 1973 quando tinha 11 anos, um dos ítens da sonoplastia que chamaram minha atenção foi o gravador de rolo. Posso afirmar que ao longo dos anos seguintes me apaixonei pela profissão de radialista. Entrar nos estúdios sempre me iluminou e até hoje me traz uma alegria imensa, embora há tempos afastado. Apesar dos aparatos tecnológicos atuais, da tecnologia digital, sempre desejei ter um Akai. E não por acaso recentemente consegui um em ótimo estado ( foto). Este Sr. gravador, fabricado em 1976, ou seja, com mais de 30 anos, funciona perfeitamente com uma gravação e reprodução de fazer inveja a qualquer gravador digital. Julgo que é um ícone dentre os modelos desta geração e considero a realização de um Sonho de minha juventude poder tê-lo junto a meu estudio pessoal.

quinta-feira, 25 de março de 2010

NÓS, OS MARISCOS

NÓS, OS MARISCOS

Estamos agarrados às pedras. Cada um de nós está agarrado à sua pedra.

Aqui nascemos, nos desenvolvemos, crescemos, nos tornamos importantes para alguém que nos busca e muitas vezes não nos encontra.

Agarrados à necessidade de sobrevivência, aguentamos o vaivem das marés.

Dependendo de onde estamos as ondas são mais fortes ou mais fracas. Somos castigados sem dever, somente descansando quando a maré baixa.

Às vezes enfrentamos tormentas e alguns de nós não resistem. Caem e são levados para o alto mar. Quem sabe encontrem em algum lugar outra pedra para se agarrar ou sejam pescados e acabem virando aperitivo requintado.

Sabemos que estamos à mercê das forças superiores as quais decidem nosso futuro. Os mais fortes resistirão e com sorte talvez consigam mudar de posição na pedra em que vivem, livrando-se da força das ondas.

Não devemos desistir e sim encarar os desafios diários a que somos submetidos. Temos que semear a esperança entre nossos amigos.

Não somos pedras, não somos água, somos seres vivos que tem de lutar pelo direito à vida, pelo nosso lugar ao sol.

Devemos ter a consciência que “Na briga entre as ondas e as rochas, quem apanha é o Marisco”.

( Escrito em 1997 )